Florais
A história dos Florais de Bach
Como e onde tudo começou
O precursor do tratamento com florais foi o Dr. Edward Bach (1886–1936), médico inglês, grande estudioso e pesquisador da homeopatia. Em suas observações, achou que ainda seria capaz de descobrir uma forma mais sutil de tratamento. Constatou que, mesmo no tratamento convencional, havia diferença de resultados entre seus pacientes, e atribuiu isso ao fato de sermos seres únicos, com uma individualidade.
“No dia a dia, cada um de nós tem uma personalidade própria composta por ideias, preferências, ambições, pensamentos, desejos, desgostos e modos como tratamos outras pessoas.”— Coletânea de Escritos de Edward Bach (Julian Barnard, 2013), p. 18
Dr. Bach nasceu em 24 de setembro de 1886, em Moseley, uma vila perto de Birmingham, na Inglaterra. Aos 17 anos alistou-se no Corpo de Cavalaria de Worcestershire, onde pôde viver seu amor pelos animais e passar algum tempo em contato com a natureza. Já nessa época não se conformava com os tratamentos paliativos: diante de um mesmo tratamento, uns pacientes se curavam e outros não, e ele acreditava haver um meio de se chegar à cura.
“A razão principal do fracasso da medicina moderna está no fato de ela se ocupar dos efeitos e não das causas.”— Dr. Edward Bach, Os Remédios Florais do Dr. Bach, p. 15
Entrou na Universidade de Birmingham aos 20 anos e concluiu os estudos com o treinamento prático no University College Hospital, em Londres, em 1912. Recebeu também os títulos de bacteriologista e patologista em 1913 e o diploma de Saúde Pública em 1914.
Buscou conhecimentos sobre a arte de curar em culturas antigas, estudou Hipócrates e Paracelso e aprofundou-se na obra de Hahnemann, pai da homeopatia. Tanto Bach quanto Hahnemann estudaram e aplicaram os princípios de Hipócrates.
Trabalhou incansavelmente, mesmo sem se sentir bem, até que em julho de 1917 teve uma severa hemorragia. Submetido a uma cirurgia de urgência, ouviu que talvez não tivesse mais que três meses de vida. Sentindo uma melhora, reuniu suas forças e voltou ao laboratório.
A mudança para o País de Gales
Em 1930, aos 44 anos, deixou o consultório da Harley Street, os laboratórios e a posição de destaque na sociedade médica londrina para buscar na natureza o sistema de cura que idealizava desde pequeno.
Ao chegar ao País de Gales, descobriu que tinha levado por engano uma mala com calçados no lugar da que trazia o material para preparar medicamentos homeopáticos. Isso o impulsionou ainda mais a buscar uma nova forma de extrair as virtudes das plantas.
No campo, caminhou, observou e contemplou a natureza e as pessoas: seus tipos de personalidade, sofrimentos, valores e crenças. Nessa fase, seu principal instrumento era a sensibilidade, a intuição e a disciplina, e ele testava em si mesmo as essências antes de oferecê-las aos pacientes.
A descoberta do método solar
Em maio de 1930, observando o orvalho sobre uma flor que recebia os raios do sol, intuiu que aquela gota poderia guardar as propriedades da flor. Recolheu o orvalho de várias plantas, ao sol e à sombra, e testou cada um em si mesmo. Ainda em 1930, passou a usar um método mais simples: colocar as flores numa vasilha com água exposta ao sol. Assim nasceu o método solar, e o primeiro floral criado foi o Impatiens.
Os doze curadores
Entre 1930 e 1931, com sua assistente Nora Weeks, Bach encontrou e preparou os doze primeiros florais, os Twelve Healers (“doze curadores”):
- Impatiens
- Mimulus
- Clematis
- Agrimony
- Chicory
- Vervain
- Centaury
- Cerato
- Scleranthus
- Water Violet
- Gentian
- Rock Rose
Faleceu enquanto dormia, em 27 de novembro de 1936, e deixou o livro Os Doze Curadores e Outros Remédios, com a descrição clara e simples dos 38 Florais de Bach. Confiou a continuidade do trabalho a seus dois principais assistentes, Nora Weeks e Victor Bullen, que entregaram a administração e a custódia de sua obra ao Centro Bach, cujas orientações são seguidas até hoje.